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  • Paulo Renato Yamashita

NOVOS DESAFIOS PARA A COMUNICAÇÃO

Maria José da Costa Oliveira


Um dos assuntos mais em pauta nos últimos tempos diz respeito à responsabilidade social, não só das empresas, como também dos setores públicos e das organizações não governamentais.

Entretanto, percebemos que a instituição de políticas de responsabilidade social exige um trabalho de comunicação capaz de não só traduzir, informar e conscientizar a população sobre a relevância da cidadania, como também colaborar para a implementação de ações que permitam conhecer o perfil e as necessidades das comunidades, além de promover a integração dos diferentes atores sociais na consolidação de políticas públicas capazes de proporcionarem uma vida de mais dignidade e justiça para todos.

Evidentemente, para se viabilizar a prática da cidadania é preciso educar a população para que essa se conscientize de seus direitos e deveres e participe do processo de decisão na definição das políticas públicas. Nesse contexto, podemos dizer que a comunicação também adquire uma função estratégica.

Entretanto, enquanto as transformações vivenciadas pela sociedade têm exigido essa ação mais estratégica da comunicação, verifica-se que muitas organizações e profissionais da área não têm conseguido dar conta desse desafio.

No meu entender, a comunicação deve ser considerada uma função intimamente ligada à educação com fim social, porque deve se propor, justamente, a estabelecer a relação entre organização e públicos de forma consciente, transparente, ética e baseada na confiança, bases essenciais à estruturação de políticas que atendam de fato ao interesse público.

São amplas as possibilidades de participação na definição das políticas públicas, sendo que, em geral, essa participação implica integração entre os diferentes setores da sociedade.

Porém, há dificuldades para consolidação de parcerias entre os setores sociais e, nesse sentido, os profissionais de comunicação precisam ter atuação determinante, contribuindo efetivamente com a instituição da cidadania, assessorando o desenvolvimento de uma política de responsabilidade social por parte de cada ente social que representam e, mais do que isso, sendo capazes de colaborar para a instituição de uma ação integrada, que envolva os diferentes setores.

É evidente que os novos tempos e a crescente complexidade de nossa sociedade vem impulsionando a adequação de muitas áreas ao novo panorama social e de negócios. Por isso, a área de comunicação precisa não só ser posicionada estrategicamente nas organizações, como seus profissionais necessitam de uma formação de qualidade, aliada a essa visão de responsabilidade social, para se tornarem capazes de atender aos novos desafios que se apresentam.


Maria José da Costa Oliveira

Bacharel na área de Relações Públicas. Mestre, Doutora e Pós-Doutora em Ciências da Comunicação. Atuou como docente no ensino superior por trinta e dois anos. Foi coordenadora de cursos na área de comunicação e marketing por 19 anos. É presidente da Abrapcorp – Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas – gestão 2016/2018. É diretora administrativa da SOCICOM - Federação Brasileira de Entidades Cientiíficas e Acadêmicas da Comunicação. Integra o grupo de Pesquisa COMPOL – Comunicação Pública e Política da ECA/USP. É proprietária da Prospectus Comunicação.

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